Interfaces da Qualidade de Vida da Administração no Brasil e
Perspectivas da gestão da Qualidade no Trabalho
Resenha
Após várias reuniões, discussões e dados da pesquisa de campo, o grupo conseguiu elaborar algumas estatísticas descritivas, análise discriminante, análise fatorial e análise de conglomerados conforme alguns exemplos ilustrados nesta obra; Sendo que o uso do método estatístico teve como principal finalidade a elaboração de um modelo exploratório, para avaliar as funções e composição das variáveis e fatores críticos da Gestão de QVT.
Normalmente as atividades de QVT são enquadradas como atividades de RH, mais especificamente questões de saúde, segurança e benefícios.
A concepção moderna do administrador, em ambiente organizacional complexo e aberto à competitividade a QVT esta fortemente associada à atitude e comportamento das pessoas e ao desenho organizacional de seu ambiente de trabalho.
Os caminhos estão abertos para conquista por parte dos empregados, dependendo da forma de negociação e da natureza dos conflitos envolvidos; da mesma forma, estas práticas poderão ser consciência social existente quanto à auto-estima, expectativa do grupo, apelo e suporte socioculturais. Ainda, como o continuo surgimento de forma organizacionais em rede de competência, é possível vislumbrar a posição de compartilhamento de responsabilidade entre os principais atores em ação (Empregados X Empregadores X Administradores).
O fator crítico e a legitimidade apresenta alta complexidade perceptual entre questões jurídicas e de desenvolvimento sustentável. As formas de pressão socioeconômicas validadas como relevantes para o incremento das práticas de QVT são apontadas na questão de numero 22 do questionário da pesquisa exploratória, cujas alternativas podiam ser respondidas simultaneamente pelos entrevistados.
O catalisador dessa prática é a consolidação de uma nova competência gerencial identificada em QVT, o que reforça o argumento da competência especifica o fato de os programas de QVT terem abrangência de atuação bastante focada; o que significa reconhecer que a QVT não pode ser tratada simplesmente do ponto de vista operacional, ou mesmo gerencial para adquirir status estratégicos.
Os conceitos e práticas aqui apresentados foram direcionados para o modelo de nova competência em gestão, com núcleos conceituais caracterizados pelos fatores críticos. Desta forma, analisam-se inicialmente os resultados da análise documental referente ao projeto G-QVT e, em seguida, discutem-se os resultados do estudo exploratório.
Além de possibilitar a síntese do esforço, a análise documental dessa rica experiência auxilia, sobremaneira, a formação do desenho da pesquisa exploratória quantitativa, anteriormente discutida, e demonstra a consolidação no Modelo Conceitual Nova Competência em Gestão da QVT; nas quais foram tratados termos como conceito de QVT, diversidade, questões jurídicas, inovações tecnológicas, fusões, educação e pedagogia que estão afinados com a Escola de Pensamento direcionada ao conhecimento do negocio.
Adequar programas organizacionais moderno, como a produção enxuta e flexível, a prática e valores de QVT, reduzindo incertezas e vencendo as contradições das fortes dinâmicas internas e externas da empresa, assim como melhor forma de integrar as pessoas por meio de informações e aprendizagem aumentando o espírito cooperativo e a identidade (Empregado x Empresa), são objetivos típicos de QVT par área organizacional de empresas-cidadãs.
Os aspectos positivos de QVT são percebidos pelos executivos de RH, na área organizacional, com ênfase no aumento da produtividade, na competitividade, nos resultados e imagem da empresa e na qualidade dos processos e produto.
O que mais reforça o potencial de crescimento das práticas de QVT é sua aceitação como grupo de atividade primário ou essencial para atuação da maioria dos profissionais de administração. O QVT é um valor a ser conquistado, com grande potencial para ser compartilhado, o que depende do perfil do administrador, identificado como altamente positivo em relação a sua implantação. A idealização do Modelo Conceitual projeta-se na idéia de provocar outro desenvolvimento, que é formado por traços da mentalidade, pela objetividade e pela passagem ao quantificavel. Os resultados demonstram esforço real para uma nova competência na administração de empresas.
A elaboração desta pesquisa foi rica em interações com apoio institucionais e aprendizados de toda natureza. Acredita-se que a principal contribuição desta obra seja a proposta de avanço no conceito de QVT no trabalho como a nova competência necessária aos novos administradores. Por fim, se procurou defender a idéia de que QVT é um tema que deva ser tratado nas empresas segundo o pressuposto de uma gestão avançada, com a adoção de informações e práticas, especializadas sustentadas por expectativas legítimas de modernização com mudanças organizacionais e por visão crítica dos resultados empresariais e pessoais.
Paginas 143 á 186
Problema Originado pelo Ambiente de Trabalho é
Umas das Principais Causas de Perdas nas Empresas
Resumo
O estresse ocupacional é hoje uma realidade presente em grande parte das empresas, obrigando as mesmas a contratar profissionais que saiba lidar com este nível de pressão. Para as empresas, o estresse ocupacional pode consumir boa parte dos gastos anuais, pois gera acentuada queda de produtividade, refletida nas horas de trabalho perdida pelo absenteísmo, desperdícios de material de trabalho, além de custo elevado com assistência médica.
Empresas especializadas na implantação de programas de Qualidade de vida utilizam técnicas e mecanismo que vão desde relaxamento até programa e ginástica laboral, programa que englobam mudanças físicas no ambientes de trabalho.
No Brasil os principais fatores que contribuem para a demanda excessiva de agente estressores no trabalho são a redução de mão-de-obra sem redução da quantidade de trabalho, inflação, custo de vida, incertezas no painel econômico nacional, concorrência de empresas com maior tecnologia ou menor preço.
Tudo isso reflete na vida da empresa.
Análise Crítica
Mesmo com a contratação de profissionais por parte das empresas, não é o bastante para solucionar a grave realidade que permeia dentro das organizações que é o estresse ocupacional e também o estresse convencional.
As empresas ao invés de cuidar de seus trabalhadores, para que os mesmos restabeleçam á sua saúde, elas preocupam principalmente com a queda da produtividade.
Dificilmente as empresas gastam com assistência médica, pois o próprio trabalhador geralmente é que arca com todos os seus remédios e até mesmo o seu tratamento por falta de empenho das empresas.
As técnicas e o mecanismo utilizados em programas de qualidade de vida não resolvem em sua totalidade, os problemas apresentado, faltando o principal que é o tratamento humano, que muitas das vezes seja o fator principal do estresses que vem ocorrendo.
No Brasil muitos fatores contribuem para isto aconteça no trabalho e um dos principais é o assedio moral que acontecem em quase todas as empresas.
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DR AIZENAQUE GRIMALDI DE CARVALHO
Presidente da Sociedade Paulista de Medicina do Trabalho (SPMT) e Membro da Diretoria Executiva da ANAMT (Associação Nacional de Medicina do Trabalho )